Normalmente as pessoas comuns fazem de seu coração um baú, e quando se magoam fecham-o e escondem a chave. Mas como sempre, tudo comigo é diferente, eu vou enterrar o meu coração. Sim, vou enterrá-lo para que nunca mais eu possa deixar o amor voltar para minha vida. Se eu trancasse ele, acharia a chave, ficaria com dó e abriria outra vez. E enterrando, não iria conseguir pegar de volta, pois com um tempo, iria se desfazer e seria apenas terra. Aonde quero chegar com isso: Só basta entender que sou “anti-amor”. Não tem os antialérgicos que melhora crises de alergias?! Então, meu antialérgico é a solidão, que cura minhas crises de amor. E da solidão eu posso fazer dela, o que eu quiser. É só eu e a solidão, não terá aplausos, risos e nem choros. Será vazio, sem cor e sem vida. Amar talvez seja umas das virtudes mais maravilhosas do universo, “amar e ser amado” para alguns é felicidade, para outros é desespero. Sei que ninguém é feliz sozinho, mas agora eu vou aprender a ser feliz sozinha. Nem que, eu conte minhas angústias, receios e desejos para o vento, mas não vou precisar de ninguém para ser feliz.
Letícia Fagundes.